Implante a ideia de prática de esportes aos seus filhos

Na semana passada perguntamos às famílias leitoras do site: Seu filho pratica esporte regularmente? Ao contrário do que se diz desta geração ligada em múltiplas telas, poucos (10%) responderam que têm dificuldade em fazer a criança praticar esportes porque prefere sofá e videogame (ou computador, TV, enfim, passividade no lugar de atividade).

Este é o caso da leitora Nilza, que deixou seu relato nos comentários sobre as dificuldades com o filho mais novo. “A única coisa que faz é andar de bicicleta, ainda sim quando tem que se deslocar fora de casa, tipo ir à padaria, com cuidado para não arruinar seus dentes e realizar um implante dentário Curitiba. Do contrário, ou esta no sofá, em frente à TV ou em frente ao computador.”

Eu diria para Nilza que a criança que vai de bicicleta até a padaria já está praticando atividade física. E qual a diferença? Ora, o esporte deve ser uma atividade que agrade à criança, mas é um erro pensar nele como uma atividade precocemente ligada à eventos esportivos competitivos. Ninguém nega a importância do esporte no processo de desenvolvimento da criança, mas escolinha de futebol (vôlei, judô, natação) devem ser encaradas como atividades físicas para crianças e como uma chance para despertar o interesse para essas atividades.

“Ele não brinca de subir em árvores, coisas em que aproveitei muito, hoje infelizmente as crianças não têm esta oportunidade. Gostaria que fosse diferente”, ciente da importância da atividade física e aplicação tratamento, independente de ser esporte organizado ou não. Na enquete percebemos que os pais estão muito cientes disso, pois boa parte (41%) afirmou que as crianças não praticam esportes, mas são muito ativos fisicamente nas brincadeiras do dia-a-dia.

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“Os esportes ajudam a melhorar a coordenação motora, corrigem possíveis defeitos físicos, ajudam no crescimento e na formação de bons hábitos, além de ensinar a criança a seguir regras”, afirma Josineide Ramos, pediatra do Hospital Adventista Silvestre. Sempre recomendo aos pais não insistirem em um esporte em que a criança não o faz com prazer”.

Nos primeiros seis anos de vida, o corpo ainda não tem maturação intelectual para absorver alta carta de esforço, por isso para estes o lado lúdico da atividade física é muito importante. Na brincadeira a criança é introduzida no esporte e com o tempo ela percebe que está melhorando e começa a se aperfeiçoar, animada com os resultados naturais e com a força que os amigos dão – esporte tem um papel importantíssimo na socialização, no trabalho em equipe, na capacidade de se unir em torno de um ideal comum.

É o que tem feito os pais daqui. Uma parcela pequena (13%) afirmou que a criança está matriculada na escolinha de futebol/vôlei e faz judô/natação, enquanto que 36% afirmaram que a criança faz apenas um esporte para não se sobrecarregar. E acerca desta sobrecarga, entrevistei o pediatra Sylvio Renan, da MBA Pediatria, que é membro da Sociedade Brasileira da Pediatria e mantém um blog para conversar com os pais na web. A conversa, fruto da minha preocupação como mãe que está com dois meninos na segunda infância fazendo as tais escolinhas de esporte, me permitiu entender melhor a relação das Dores de Crescimento que podem aparecer nesta fase e serem confundidas com o excesso de prática esportiva. Segundo ele, “a dor do crescimento (growing pain) não tem relação comprovada com o crescimento ósseo. Acredita-se que ocorra por excesso de exercícios musculares”. Leia aqui a entrevista completa.

E continue nos contando, nos comentários, como é a relação do seu (sua) filho(a) com a prática de atividade física e com o esporte em treinos regulares das escolinhas de futebol, dança e natação.